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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Algumas amostras do outono no jardim.





Algumas plantas estão prestes acabar o seu ciclo, é o caso da Houttuynia cordata 'Chameleon' e do Muguet. Outas estão no apogeu da floração, como é o caso dos crisântemos e da ajânia. As árvores de folha caduca perdem as folhas. 

A cerejeira é o caso mais flagrante, mas a nectarina, a pereira e a macieira vão seguir-lhe o exemplo. O diospireiro ainda tem bastantes frutos (é de roer), mas as folhas já estão a cair. Também o medronheiro tem frutos (e flores!).
Os citrinos também estão carregados de frutos, estou a falar da tangerineira e do limoeiro.
O azevinho está fantástico, tem mais frutos do que folhas. O mesmo acontece com vários arbustos cotoneaster, embora alguns destes não percam as folhas.
Nas suculentas são sobretudo os Orostachys que se preparam para hibernarem.
Na horta ainda se colhem algumas alfaces, tomates, pimentas, alho-francês, nabiças, acelgas e beterrabas. Os pimenteiros, tomateiros e pepineiros não têm aguentado as agruras do tempo, com muita chuva e algum frio. 
As couve de penca vão crescendo, já com as folhas já bicadas pelos pardais. As galegas recuperam energias e têm que ser presas para que o vento não as tombe. Têm todas à volta de 2 metros de altura.
Alguns bolbos já estão bem despertos.

domingo, 31 de outubro de 2021

Jardim todo o ano – Outubro


Na natureza não há saltos. As estações do ano desenvolvem-se progressivamente e não importa se o outono começa a 22 de setembro, tudo é gradual, mais cedo, ou mais tarde comparativamente a outros anos, dependendo de uma série de fatores.
Com a chegada dos dias frescos, principalmente as noites, algumas plantas apreciaram, outras viram acelerar o seu fim. O sol já não sobe tão alto no horizonte, os dias são mais curtos, o crescimento vegetal é mais lento. Não choveu pela Senhora da Assunção. As primeiras chuvas vieram tarde e tiveram pouco significado. Só agora que estamos no final do mês de outubro se começam a sentir alguns sinais de mudança. Ao final da tarde as chaminés já cospem fumo.

Nos últimos tempos têm acontecido várias transformações: os torrões-de-açucar (Ornithogalum thyrsoides) já saíram da terra; os lírios estão em pleno crescimento; as anémonas também já têm muitas folhas, tal como a beladona. Muitos bolbos lançaram os seus rebentos como o muscari, íxia, frésias, estreménias  e os narcisos (silvestres). A tritónia (Tritonia laxifolia), a crocosmia, a íris e os esparáxis já são visíveis. 

No jardim não é muito evidente o outono com a queda da folha. Apenas as roseiras vão perdendo as suas folhas mais baixas, mas estão cheias de rosas. Menos do que no verão, mais maiores e mais vistosas. A poda das flores velhas e a queda de alguma chuva vieram trazer um último folego de vida e elas respondem com rosas incríveis. As mais bonitas rosas são as primeiras e as últimas.
Também sinal do outono é a floração dos crisântemos. Alguns já estão abertos, mas a maioria não. Tivemos que comprar alguns para o Dia dos Fiéis Defuntos. Pela primeira vez tenho Ajania pallasiana em flor. Não é um simples crisântemo. Os crisântemos são cultivados pelas suas flores mas na Ajania (também Chrysanthemum pacificum) o interesse está na folhagem, uma vez que a flor é bastante singela. 

Também com em floração nesta altura está a salva-ananás (Salvia elegans). É um pequeno arbusto, que perde todas as folhas no inverno, mas que renasce na primavera. As suas flores são vermelhas. Dizem que a salva-ananás é um excelente aromatizante para bolos e doçaria, refrescos, batidos, saladas, gelados e licores. Esta erva aromática também combina com carne de porco, pato e legumes. As flores da salva ananás são comestíveis e combinam em saladas. Se fiz uma salada de Sedum, porque não experimentar as flores da salva. Experimentei em salada de frutas e simples. São agradáveis. Não consigo sentir o famoso aroma a ananás, mas o cheiro não é o meu sentido mais apurado.

No mês de outubro não faltam flores no jardim: gerânios, begónias (de flor), margaridas-do-cabo, gazânias, verbenas, cravos-túnicos, bocas-de-lobo, dálias, calêndulas e mesmo os morangueiros, cheios de flores e de frutos. A laranjeira-de-México (Choisya ternata) está cheia de flores. Gosto deste arbusto, de flores brancas e aroma a laranja. Mesmo as onze-horas (Portulaca grandiflora) estão cheias de flores, mas a força do sol já não é suficiente para elas abrirem.

As fruteiras estão em diferentes estádios. Os diospiros (de roer) estão a ganhar cor. Na macieira, já com a folha a cair, persistem algumas maçãs. Pensei nas aves e elas não se fizeram rogadas. Têm feito um festim à base de Golden delicious. O alperceiro (não sei se a palavra existe) e a cerejeira já estão a perder a folha. A tangerineira e o limoeiro têm frutos.

Na horta ainda não se nota o outono. Continuo a ter tomates, pimentos, malaguetas, alfaces, cenouras, brócolos, alho-francês, acelgas, rúcula e belas couve galegas. As alfaces mal crescem e os tomates têm dificuldade em amadurecer, mas vão aguentar-se até que o frio os queime. O mesmo vai acontecer aos physalis. As couves de penca e as nabiças estão no início do desenvolvimento. A falta de chuva atrasou-me com essas duas culturas.

No que toca às suculentas este tempo tem-lhes sido favorável. O verão aqui é muito quente e os dias mais frescos deixaram-nas desenvolver um pouco mais. Os Aeonium acordaram e já cresceram bastante. Dediquei alguma atenção às Greenovia. São das milhas suculentas preferidas e todos os anos por esta altura faço a replantação. Alguns Sedum e Orostachys estão a preparar-se para hibernarem. Também eu começo a olhar com preocupação para as dezenas de vasos, taças e floreiras a pensar onde os vou encaixar para proteger as suculentas do inverno.

Decidi não semear favas, nem ervilhas, a minha próxima plantação serão os alhos.
Das sementes caídas durante o verão nasceram muitas gazânias, cravos-dos-poetas, amores-perfeitos e esporas. Vou procurar um espacinho para onde as possa transplantar.

Com as chuvas de ontem e hoje muita coisa vai mudar. Novembro será certamente diferente, mas espero que seja igualmente desafiante. As plantas não conhecem os meses, mas o fotoperíodo é o seu relógio e esperam-se cada vez dias mais curtos.