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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Canteiro 2

As áreas em que se divide o jardim já foram apresentadas anteriormente, mas podem ser revistas nesta imagem.
A área 1, um pequeno canteiro, ficou pronto sem grande trabalho e começou a ser ocupado no fim de abril de 2016. Primeiro foram as verbenas, depois amores-perfeitos e petúnias, mas com o decorrer do tempo outras espécies são passaram por lá, umas com mais sucesso, outras com menos.
O canteiro 2 é aquele que ocupa a lugar mais privilegiado. Situado em frente à casa, tem cerca de 20m2 de área. Decidi não semear relva e criei um canteiro em toda a volta com 70cm e 50 cm de largura, com o centro pavimentado por gravilha. Usei tela geotext sob a gravilha que tem cerca de 10 cm de altura, mas mesmo assim não sei se impedirá o aparecimento de ervas daninhas.
Mesmo antes de começar a criar os canteiro plantei uma hera. A ideia seria de comprar uma pequena estátua e que a era cobrisse a base da estátua. A hera não cresce em demasia. Já a tinha em casa, imagine-se, plantada dentro de um aquário que virou terrário. Estava bonita e durante mais de 10 anos pouco se desenvolveu. Gosto muito dela, mas no novo local rapidamente as folhas ficaram queimadas pelo sol. Agora que o tempo está mais fresco e o sol é menos intenso, parece estar a recuperar, mas tenho as minhas dúvidas de que seja a planta adequada para o lugar.
Durante o mês de maio choveu imenso e só mais para o fim do mês consegui plantar mais alguma plantas, margaridas-do-cabo. Só comprei duas plantas, uma amarela e outra branca. Até hoje, passou meio ano, não pararam de florir!
Seguiram-se alguns gladíolos, que também que desenvolveram bastante e com lindas cores.
O canteiro só ficou pronto a 20 de junho. Nas semanas seguintes foram plantadas violetas, petúnias, santolinas, azáleas e gazânias. Comprei também amores-perfeitos, mas tiveram pouco sucesso e acabaram por morrer rapidamente.

Quase no final de julho chegaram as primeiras roseiras. O sol era tão intenso que se não fosse o ter cortado algumas giestas para as proteger teriam sido todas queimadas. Felizmente só uma é que não sobreviveu.
Durante o mês de agosto as petúnias foram as rainhas do meu jardim. O colorido levou-me a adquirir mais algumas, de flores de formas e cores diferentes sendo muito difícil dizer quais eram as mais bonitas.
Algumas espécies foram ganhando algum espaço neste canteiro, sobretudo arbustos. É importante que se mantenha alguma graça, quando as petúnias morrerem. Os arbustos são a forma que manter alguma estabilidade durante todas as estações.
Neste canteiro deixei um espaço para os lírios. É uma espécie que também gosto muito. As plantas que já tenho ainda têm pouco vigor mas o tempo delas chegará. Entretanto, já comecei a preparar o outono e o inverno. Já plantei alguns bolbos que vão transformar o canteiro e dar-lhe uma nova vida e, espero, muita cor.

domingo, 16 de outubro de 2016

Tipo de jardim

 Como aprendiz que sou, cedo me preocupei em saber um pouco mais sobre jardins. Fiz algumas buscas na Internet, recolhi alguma informação, mais para tomar as minhas próprias opções do que propriamente para querer fazer alguma "grande obra" ou algo cheio de "estilo".
Digamos que houve três opções que condicionaram muito as minhas escolhas:
1 - O jardim tinha de acolher todas as plantas que fui juntando e que já tinha em casa (algumas há mais de uma década).
2 - Não pretendia usar relva (e não é porque eu não goste dos jardins que a usam).
3 - Fiz a opção pelos espaços já a pensar nas espécies. Ou seja, eu já tinha na cabeça uma lista de espécies que gostaria de ter no meu jardim e assim estruturei o jardim a pensar nelas.
É claro que há sempre um grande condicionante... o espaço disponível. Também era minha intenção fazer todo o trabalho, por isso não podia fazer grandes planos, porque não seria capaz de os colocar em prática.
Embora as minhas ideia estejam bastante próximas daquilo que se pode entender como um jardim estilo Mediterrâneo, há características de outros estilos, nomeadamente os arbustos que já plantei que faço intenção de orientar, talvez até aparar formando figuras geométricas. Também pretendo usar bastante as suculentas, características dos jardins rochosos ou desérticos. A horta será uma extensão do jardim. Independentemente de se tratar de plantas que se destinam à alimentação, não sinto diferenças no momento de plantar e cuidar.
Os espaços foram limitados em canteiros com 50 ou 70 cm de largura, para ser fácil o acesso. Para a sua criação foram usadas sebes em madeira, decks, lancil de passeio em cimento, fugas em cimento (estruturas com que se constroem chaminés), floreiras e vasos em cimento. Comprei também gravilha usada na construção civil, uma vez que a utilização de seixos ou outra cobertura da terra faria subir muito os custos. Usei também tela geotextil e plástico preto.
É claro que também tive que fazer algum investimento em alfaias e ferramentas. Além de um martelo e uma tesoura da poda, pouco mais tinha, por isso foi importante começar por uma picareta, um ancinho, uma pá, um carrinho de mão, um enxada, etc. Mais tarde comprei uma moto-enxada (que já foi um investimento mais avultado).

Tipos de jardins:

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Preparação do terreno

Depois dos espaços do jardim terem sido pensados, começou a tarefa mais árdua: cavar toda a área com uma picareta. A terra estava compacta, pisada por pessoas e máquinas, cheia de pequenas e pedras grandes e outros detritos da obra.
Ao longo de mais de um mês todos tempos livres foram usados para avançar um pouco mais. As pedras foram retiradas, as raízes de algumas ervas daninhas (principalmente corriolas e grama) também foram recolhidas com cuidado.
A primavera veio chuvosa e por várias vezes ficou tudo alagado. Todo o trabalho foi manual, pois com qualquer máquina nunca poderia ser tão minucioso. Também foram retirados alguns pedregulhos de tamanho considerável e o nível do terreno baixou bastante. Nalguns pontos faltava mais de meio metro de terra para o nível pretendido.
A segunda etapa consistiu em acrescentar a terra necessária e a fazer algumas correcções na estrutura. A terra é muito fina e forma torrões com grande facilidade. Havia algumas alternativas em mente: estrume de cabra, caruma de pinheiro, substrato da cultura dos cogumelos e adubo orgânico.
A alternativa final foi condicionada pelo preço, pelo transporte, etc. optando-se por acrescentar terra mais rica em matéria orgânica e solta, tendo à mistura também algum substrato vindo da cultura dos cogumelos.
A terra foi espalhada manualmente, procurando dar aos espaços a inclinação desejada, de forma a escoar algum excesso proveniente das águas da chuva. O resultado final não foi totalmente satisfatório, mas a terra está mais solta e as plantas parecem desenvolver-se bem.
O nível final ficou um pouco mais elevado do que o que pretendia, quase ao nível dos passeios, mas foi a forma de conseguir mais alguma espessura de solo. No local existia um olival, com solo pobre e pouco profundo. Esta realidade ainda era notória nalgumas extremidades.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O espaço

Os primeiros contactos com o espaço que virá a ser o jardim aconteceram em abril. A primavera foi chuvosa, havia muito entulho espalhado por todo o lado e não era nada agradável à vista. É claro que com a pavimentação ficaria tudo direitinho, bonito e limpinho, mas para transformar um monte de entulho num jardim, havia um longo caminho a percorrer.
Com a obra avançar rapidamente, tive que fazer as opções possíveis num curto espaço de tempo. Digo possíveis, porque pouco mais havia a decidir do que os espaços a pavimentar ou não pavimentar.
Algumas noites mal dormidas começaram a lançar luz no assunto. A ideia era de compromisso: pavimentar o suficiente para se circular com facilidade em redor da casa e deixar espaços para jardim, horta, árvores de fruto e alguns canteiros junto dos muros.
Os canteiros junto das paredes da casa foram sendo postos de lado. Poderiam facilitar infiltrações e levariam a que as paredes facilmente se sujassem.
Dentro das possibilidades, foram organizados alguns espaços, uns mais reais, outros mais imaginados, que agora posso dividir em 7, numerados pela ordem em que foram criados/usados.
1 - É um pequeno canteiro, voltado a norte, junto a um muro. A área é pequena, mas tem alguma sombra, o que faz dela um espaço possível para plantas que não suportam o sol pleno.
2 - É a área que sempre esteve planeada para jardim. À frente da casa, junto a uma varanda, com uma exposição ao sol fantástica.
3 - Na entrada para a garagem estiveram inicialmente previstos alguns canteiros estreitos. A opção acabou por ser pavimentar tudo e recorrer a floreiras e vasos.
4 - Também com boa exposição ao sol, à frente da casa, vai tornar-se numa área bastante ordenada, orientada mais para arbustos (que ainda não se assumiram como tal).
5 - Área situada nas traseiras da casa, recebe o sol da manhã, a sombra a maior parte do dia, e enche-se de luz ao fim da tarde. Foi a área escolhida para a horta.
6 - Não é área de jardim, mas sim o interior da casa. Digamos que aqui está o jardim constituído pelas plantas de interior.
7 - Esta ária está destinada a plantação de algumas árvores de fruto. Ainda não tem qualquer árvore plantada, mas com a chegada o outono, pode ser que esteja para breve a sua ocupação.
Estas áreas têm diferentes exposições à luz e ao vento, embora em termos de solo sejam muito semelhantes. A rocha existente no local é o xisto e a terra é muito pesada, compacta. Mais um desafio a vencer.

domingo, 9 de outubro de 2016

Reativar a escrita

Há mais de 3 anos que criei o Blogue Aprendiz de Jardineiro. Desde então, muita coisa mudou. Muitas plantas morreram, outras ganharam vida. Percorri estradas, caminhos e montes, vivi dias felizes, outros nem tanto, mas, apesar das mensagens no blogue terem sido escassas, o entusiasmo e o carinho pelas plantas não diminuiu, antes pelo contrário.
Em 2013 eu estava bastante entusiasmado com algumas espécies silvestres que encontrava aquando das minhas caminhadas. O espaço para as plantas era reduzido. Quase todas viviam em vasos, distribuídos por vários espaços da casa, sobretudo numa marquise.
Hoje a situação é bem diferente. Tenho agora mais espaço, que fui ajeitando ao longo da primavera e verão, onde passo muitas horas.
Foram muitas mudanças ao longo dos 3 anos, mas, as que interessa reportar são as que aconteceram neste espaço de tempo, desde abril até ao momento. Adquiri uma casa, com algum espaço circundante, que decidi adaptar para poder dar largas a esta paixão de ver e cuidar das plantas.
No projeto inicial estava previsto um pequeno jardim, cerca de 20 m2. Quando visitei o local e me comecei a interessar, achei que poderia prescindir de alguns metros quadrados de pavé. Parece que a terra assusta as pessoas! É incrível como falam das folhas que caiem no outono, como se uma catástrofe se tratasse!
O desafio foi grande, mas aliciante. Planeei e realizei coisas que não pensei ser capaz de fazer, mas quando há vontade, conseguem-se ultrapassar bastantes obstáculos.
Vou tentar escrever um pouco o que se passou, mas sobretudo mostrar em fotografias a evolução do espaço e das plantas, jardim e também horta. Serão memórias intercaladas com o que vai acontecendo no presente, não com ideia de ensinar nada, mas sempre com a intenção de eu próprio reflectir nos assuntos, ou seja APRENDER.
Por hoje deixo apenas duas fotografias: uma de 14 de abril e outra de 19 de setembro. Elas mostram o início e um pouco do que foi conseguido, com as próprias mãos e algum investimento. Possivelmente podia ter sido mais, mas foi trabalho meu, aprendizagem minha, muitas horas de esforço mas também de prazer.