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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Jardim todo o ano - Novembro

O mês de novembro é um mês de outono por excelência, já não é verão, mas o inverno tarda a chegar e só agora nos últimos dias começamos a sentir realmente um fresquinho na cara de cada vez que saímos à rua.
O que carateriza mais este mês na minha horta/jardim é a limpeza. As árvores, roseiras e videiras perdem as suas folhas e eu apanho cada uma delas. Tenho colegas que têm um jardim sem árvores, tudo porque não querem a “sujeira” que o outono traz. Eu gosto das folhas mortas. Aproveito tudo o que posso. Sei que assim é matéria orgânica que vai voltar à terra para alimentar as plantas na primavera/verão.

As folhas pintadas de vermelho fazem um bonito quadro. Apesar de só ter uma árvore de cada espécie, a cerejeira decorativa (Prunus serrulata), o pessegueiro e o diospireiro competiram entre si para ver quem ficava mais bonito. Apesar dos frutos no diospireiro, acho que ganhou a Cerejeira. Pela cor e pela consistência das folhas coloridas, foram também as escolhidas para o arranjo de outono que a esposa fez com os seus alunos na escola.
No jardim não houve flores novas. As gazânias têm flores que não abrem por falta de sol. Resistem algumas dálias, bocas de lobo e rosas, que se esforçam por abrir, já com muita dificuldade.  Ao apanhar as folhas secas deparei-me com uma pequena planta com duas flores. Trata-se de planta flor-de-charuto (Cuphea ígnea) que plantei muito pequena no início da primavera e nunca mais reparei nela. É bastante curiosa. Espero que cresça, porque mal tive condições para tirar uma fotografia de tão pequena que é.
Este é o mês dos crisântemos. Não floriram a tempo para o Dia do Fiéis Defuntos e tivemos necessidade de comprar alguns. Os do jardim, só agora no final de novembro, é que estão em plena floração.
Em novembro são de destacar também as bagas de alguns arbustos: cotoneaster e azevinho. As aves já terminaram de comer as pequenas maçãs que deixei para elas na macieira, mas agora estão a comer-me as couves de penca. Não estou muito satisfeito.
A espécie que está cada vez mais bonita é a Margarida-do-Cabo (Osteospermum ecklonis). Apreciam o frio e têm cada vez mais flores. As variedades mais invulgares foram desaparecendo, mas as que restam propagam-se sozinhas por sementes. Acho que vou aproveitar algumas das plantas que nascem. Costumo fazer a propagação por estaca, no verão, mas a taxa de sucesso não é boa.
Ainda não podei as roseiras. Recolho as folhas que caiem e aprecio as poucas rosas que vão resistindo.
Na horta o frio dos últimos dias do mês veio acabar de repente com algumas culturas que ainda resistiam. Ainda tenho tomates, mas as plantas não aguentam mais o frio. Os pimenteiros e as malaguetas também se foram abaixo de repente. Já estava à espera, mas não tive coragem de arrancar as plantas ainda com frutos. Mantenho cenouras e alho francês.
Também fiz uma limpeza nas ervas aromáticas. Por norma, quando tenho em excesso, dou, mas desta vez já não estavam com o melhor aspeto e lá tive de cortar salva, hortelã e cidreira para a compostagem. Já tenho muita seca e como há sempre verde, não se gasta.
Ainda não colhi os diospiros. A planta já não tem folhas, mas os frutos ficam bonitos na árvore despida. Tenho andado a comer alguns que me deram e logo que terminem apanharei os meus. Já estão doces, bem sei, já provei.
A tangerineira já tem os frutos bem coloridos. Já comi uma tangerina. Apesar de já estarem docinhas, vou deixá-las mais algum tempo. É a primeira produção!
Novembro é o meu pior mês, no que toca às suculentas. Já sei que a maioria não aguentaria o inverno se as deixasse sem proteção. Fui adaptando a churrasqueira para as proteger, mas à medida que foram aumentando o espaço não é suficiente. É doloroso escolher quias é que vão passar dezembro/ janeiro protegidas e quais vão ter que suportar as baixas temperaturas que se vão fazer sentir.
Já ouvi milhares de pessoas a dizerem que deixam as suas suculentas ao tempo, que não protegem nada! Mas também já ouvi muitas a dizerem, perdi quase tudo, vou ter que começar de novo, vou desistir. Eu gosto mesmo de cada uma das minhas plantas e faço tudo o que posso apara que elas não morram.
A solução que muitas pessoas adotam é a manta-térmica. Decidi meter na churrasqueira todas as plantas possíveis e tentar proteger mais algumas com a manta-térmica. Comprei 20 metros, que rapidamente gastei! Foi difícil juntar as plantas de forma a cobrir o maior número possível. Tem feito muito frio e muito vento, o que me dificultou a tarefa. Na primeira noite a manta-térmica rasgou-se em vários locais. Houve vasos tombados e plantas partidas. Não foi animador. Só ainda passaram dois dias. Vamos esperar, para mais tarde fazer um balanço.
Ao mudar os vasos verifiquei que algumas plantas já tinham marcas do frio, principalmente os Kalanchoe. São muito sensíveis. Nos Sedum, Crassula, e Echeveria não notei nada.  As minhas suculentas estão muito bonitas. Este ano tive um contratempo, uma grande queda de ganizo. Levaram todo o verão a recuperar, mas agora estão bem. Espero que aguentem o inverno, quer o frio, quer a pouca luz que vão ter.
Novembro é o um mês bom para os Aeonium. Tive algumas baixas durante o verão, mas as rosáceas que plantei estão agora bonitas, já formaram uma planta. Tenho andado a multiplicar as Greenovia. Algumas já estão com raízes e a cresceram, mas quase todos os dias faço novas plantações. São das minhas plantas preferidas.
Alguns do Schlumbergera truncata (cato-do-Natal) já floriram. É uma alegria de cor. Primeiros os vermelhos, depois os brancos e estão quase a abrir os fúcsia. Tenho outras plantas que só abrirão lá para janeiro. Não se percebe bem porquê. Tenho mesmo um vaso em que metade já floriu e a outra metade vai florir em janeiro!
Comprei alguns bolbos para reforçar os que já tinha; Ornithogalum dubium (amarelo e laranja), algumas tulipas e gladíolos pequenos. Os gladíolos crescem todos os anos. Tenho muitos bolbos para plantar, apesar de já não saber onde os plantar.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Dezembro

Dezembro chegou, com pouca chuva e com temperaturas muito mais amenas do que no ano anterior. De qualquer forma, há um nervoso miudinho no ar e não consigo dormir descansado com as suculentas sujeitas ao sabor da sorte. Fui seleccionando aquelas que me parecem mais sensíveis e coloquei-as num local mais abrigado.
Os efeitos do frio ainda são poucos, apenas são visíveis nalguns que elenco Kalanchoes. Os Ciclames estão floridos e fazem a alegria da churrasqueira. Têm muitas mais flores do que no ano anterior. Também os catos do Natal (Schlumbergera) estão em flor. Têm cores variadas mas alguns foram comprados recentemente. Muitas vezes quando mudam de ambiente abortam a floração, acando os botões por caírem sem abrirem completamente.
No interior as coisas não têm corrido nada bem. A língua de sogra  começou a manifestar sintomas de doença. Possivelmente é excesso de rega. Apenas é regada uma vez por semana, mas estou em crer que, mesmo assim, é em demasia. Cortei algumas folhas em pedaços na tentativa de que ganhem raiz. Dois arranjos de suculentas que mudei para o interior rapidamente cresceram frágeis e sem cor. Decididamente estas plantas dão-se muito mal com pouca luz.
Os Kalanchoes estão todos prestes a florir! São plantas que apenas florescem quando os dias são curtos. Estiveram sempre na churrasqueira, que é aberta, onde há luz, mas também se sente o frio. A experiência do ano anterior não é nada tranquilizadora, mas vou mantê-los no mesmo local, talvez aguentem o inverno. As calêndulas, juntamente com os amores-perfeitos são a alegria do jardim. São as únicas plantas em plena floração nesta época do ano. O jasmin já mostra sinais de ter sido afetado pela geada. Os morangueiro estão cheios de flores e de morangos, mas já não amadurecem. Até as aves que deles se alimentavam devem ter arranjado uma alternativa, porque não têm aparecido.
As nabiças, da terceira sementeira, nasceram bem, mas crescem muito pouco. Todas as couves caíram  com os fortes ventos que se fizeram sentir já por duas vezes. Coloquei-lhes estacas, mas estão em situação delicada. Felizmente o solo já tem humidade e as couves são excelentes sobreviventes. As tronchudas não formaram grandes repolhos, mas, mesmo assim vão servir para o Natal.
O quebra-vento que ergui a meio das fruteiras não aguentou o vento. A terra ainda estava fresca, as estacas eram pouco profundas e possivelmente o vento foi forte. Reforcei a estrutura com mais estacas.
Há algumas, poucas,  roseiras que estão ainda em flor. Procedi já à poda de um grupo delas, aquelas que já não tinham folhas verdes, mas outro grupo ainda ficou.
Retirei todo o revestimento de pedras da taça de suculentas à entrada da casa. Numa primeira faze as pedras ficam bonitas, talvez até ajudem a manter a humidade, mas também me parece que no pico do verão as pedrinhas fiquem demasiado quentes para as plantas. O Sedum luteoviride está bastante avermelhado e bonito. No geral, os semprevivos parecem estar a apreciar o tempo mais fresco e húmido. Estão mais verdes e estão a abrir. Sou levado a pensar que de verão não os devo expor tanto. O seu crescimento quase parou.
Nasceu uma grande quantidade de amores-perfeitos em todos os canteiros. O resultado da fecundação curzada deu origem a cores e tamanhos completamente novos. Os amores-perfeitos azuis, pequenos, que aguentaram em flor todo o verão, praticamente desapareceram. Estou a espalhar plantas desta espécie por todos os espaços vazios. Não consigo arrancar as pequenas plantas e deitá-las fora, por isso, ficam todos.
A Hydrangea já não tem folhas. Limpei alguns rebentos do ano anterior que espetei em vários locais. Apesar de inicialmente não ter apostado nesta espécie, a única planta existente tem-se portado bem e estou a tentar conseguir mais plantas.
Cortei todos os crisântemos e aproveitei para mudar alguns de local. Já começavam a deitar novos rebentos na base e pareceu-me a melhor altura para os mudar, apesar de alguns ainda terem flores. Também procedi à limpeza de todas as dálias. Estou a pensar também mudar algumas de local, mas essa mudança ainda não foi feita.
Durante o mês de dezembro a frente da casa teve algum brilho extra, com iluminação de Natal e alguns arranjos de cedro e medronheiro. Os medronhos duraram pouco, as aves rapidamente os descobriram.
Os bolbos de inverno já começam a despontar da terra: narcisos, tulipas, crocus, jacintos, frésias e esparáxis. A cor mais bonita do outono está nos berberis, com vários tons de laranja e vermelho. As prímulas e as margaridas-do-cabo dão também algum colorido ao jardim. São duas espécies que também espero tornar mais representativas no jardim. Durante o mês de dezembro plantei duas novas prímulas.
Procedi à limpeza do alecrim. Está florido, mas tem um crescimento desmedido, invadindo espaço que não lhe pertence.
Na horta plantei cebolas de inverno e alhos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Cato-do-Natal

É frequente ouvir pessoas a chamarem cato a esta ou aquela planta, apenas por se tratar de suculentas, mas este é mesmo um cato, embora não pareça, nem no aspecto, nem no habitat, nem no tratamento que necessita.
Trata-se de um cato epífito, quer isto dizer que se utiliza de outras plantas, que lhe servem de suporte, sem delas tirar outro proveito que não seja a de apoio. Esta característica é bem conhecida de algumas orquídeas. Não tem espinhos e o seu caule é constituído por artículos, que podem ser separados para a obtenção de novas plantas.
 É natural do Brasil, onde prospera numa pequena área de floresta tropical. No hemisfério sul floresce em maio, pelo que é conhecido por também por flor-de-maio.
Há género tem seis espécies, mas muitas das plantas comercializadas são obtidas a partir de quatro delas, por hibridação. 
Não se trata de um habitual cacto de zonas áridas habituado ao sol intenso e à secura. Prospera melhor à sombra, ou apanhando uma pequena quantidade de sol directo.  Precisa de níveis altos de humidade, com temperaturas entre os 10 graus de inverno e os 30 de verão.
É sensível às mudanças bruscas de ambiente e quando é comprado com botões florais, pode abortar a floração quando é colocado em casa (já me aconteceu). O ambiente fresco pode prolongar a floração, que se pode estender de outubro a fevereiro.
Dadas as características de que necessita, bastante diferentes da maioria dos cactos e de muitas suculentas, pode não ser boa opção partilhar o vaso com elas. 
Após a floração a planta entra num período de repouso. A floração é é esgotante para a planta.
Das várias plantas que possuo, apenas uma está florida neste momento (12 de nov.2017). Oportunamente partilharei mais fotografias desta espécie.

Nome Científico: Schlumbergera truncata
Nomes Populares: Flor-de-maio, Cacto-da-páscoa, Cacto-de-natal, Flor-de-seda
Família: Cactaceae
Categoria: Cactos e Suculentas, Flores Perenes
Clima: Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: América do Sul, Brasil
Altura: 0.1 a 0.3 metros
Luminosidade: Meia Sombra
Ciclo de Vida: Perene

Fontes/ligações: