Quando penso num sedum as ideias que me afloram são de uma planta rústica, que se reproduz com muita facilidade. O Sedum palmeri não é excepção.
Pertence à grande família das crassulaceas e é originário do México. O nome palmeri não lhe advém de nenhuma característica da planta, mas antes de um botânico de nome Palmer.
Como a maioria dos seduns cresce bem entre as rochas, de preferência em pleno sol, suportando também alguma sombra. As condições a que é sujeito dá origem a plantas bastante diferenciadas quer na forma das rosáceas quer na própria cor o que leva muitas pessoas a pensarem que se trata de espécies diferentes.
Pela minha experiência com esta planta sou levado a pensar que para além da quantidade de luz e da água da rega, é de extrema importância a idade da planta planta a forma e coloração das folhas. Para esta planta, quanto mais sol melhor. Em termos de rega, é muito resistente à seca e por isso não precisa de cuidados especiais quando comparado com outras seculentas. Quando falo em idade da planta estou-me a referir à instalação e crescimento do sedum no vaso.
Quando a planta é colocada num substrato novo e cresce rapidamente, dando origem a cales frágeis e rosáceas verde mais escuras com longas folhas. Com o passar do tempo (anos) os caules vão ganhando consistência e as rosáceas vão diminuindo de tamanho e ficam com uma cor verde/amarelada, muito mais bonitas na minha opinião. Quando o vaso está todo ocupado, o Sedum palmeri torna-se mais elegante e bonito.
A melhor forma para propagar este sedum é através de um caule com duas ou três rosáceas. Enraíza com muita facilidade e não devemos ficar surpreendidos se ao crescer se afasta muito daqui-lo que plantámos.
Mas há mais duas características que me fazem gostar muito desta planta: a cor avermelhada que ganha no inverno e a sua resistência ao frio, para não dizer ao gelo.
No Outono as rosáceas começam a ganhar algumas folhas avermelhadas que podem atingir um vermelho intenso. Esta tonalidade só é adquirida pelas plantas mais velhas, com as rosáceas mais pequenas. tem tendência para pender dos vasos, fazendo arranjos de forma e cor bastante bonitos.
Estes sedum aguentam o inverno transmontano, que pode ser de várias semanas de geada, neve ou sincelo! É muito vezes colocado ao lado das janelas, muito exposto a quaisquer condições atmosféricas. É seguramente das suculentas mais resistentes ao frio, de todas as que conheço.
A floração ocorre na Primavera/Verão. A plante cobre-se de hastes florais cheias de flores amarelas. Dura muito tempo, tanto que por vezes corto as flores antes de elas secarem.
É uma planta que comendo, tanto para principiantes como para jardineiros mais conhecedores. Esta planta nunca nos vai ficar mal. É pouco exigente e está bonita todo o ano sejam quais forem as condições atmosféricas e de solo.
Nome Científico: Sedum palmeri
Origem: México
Família: Crassulaceae
Categoria: Suculentas, Perenes
Exposição: Sol pleno, meio-sol, sombra
Ciclo de vida: Perene
Cor das flores: Amarela
Floração: Primavera/Verão
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domingo, 10 de dezembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
Sedeveria Letizia
A Sedeveria Letizia é uma daquelas suculentas que quando a vemos pela primeira vez, cativa-nos de imediato.
As suas rosáceas são compactas, pequenas e delicadas. Consoante a exposição ao sol e a estação do ano pode adquirir tonalidades diferentes do verde (verão) ao vermelho (inverno).
Foi criada através do cruzamento de duas espécies: um Sedum (Sedum cuspidatum) e uma Echeveria (Echeveria setosa v. ciliata). Daí a designação Sedeveria.
Cresce com facilidade desde a primavera até ao outono, lançando novas rosáceas e é fácil de reproduzir através das folhas. Deve ser mantida a meio sol ou sol pleno, suportando baixas temperaturas, incluindo negativas (-4º). Não necessita cuidados especiais em termos de rega, podendo ser regada uma vez por semana em pleno verão (dependendo do substrato).
A floração ocorre na primavera. A haste floral é curta, quando comparada com a de muitas echeverias e seduns, as flores brancas, delicadas e de grande duração.
Nome Científico: Sedeveria 'Letizia'
Origem: Sedum cuspidatum X Echeveria setosa var. ciliata
Família: Crassulaceae
Categoria: Suculentas, Perenes
Exposição: Sol pleno, meio-sol
Ciclo de vida: Perene
Cor das flores: Branca
Floração: Primavera
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As suas rosáceas são compactas, pequenas e delicadas. Consoante a exposição ao sol e a estação do ano pode adquirir tonalidades diferentes do verde (verão) ao vermelho (inverno).
Foi criada através do cruzamento de duas espécies: um Sedum (Sedum cuspidatum) e uma Echeveria (Echeveria setosa v. ciliata). Daí a designação Sedeveria.
Cresce com facilidade desde a primavera até ao outono, lançando novas rosáceas e é fácil de reproduzir através das folhas. Deve ser mantida a meio sol ou sol pleno, suportando baixas temperaturas, incluindo negativas (-4º). Não necessita cuidados especiais em termos de rega, podendo ser regada uma vez por semana em pleno verão (dependendo do substrato).
A floração ocorre na primavera. A haste floral é curta, quando comparada com a de muitas echeverias e seduns, as flores brancas, delicadas e de grande duração.
Nome Científico: Sedeveria 'Letizia'
Origem: Sedum cuspidatum X Echeveria setosa var. ciliata
Família: Crassulaceae
Categoria: Suculentas, Perenes
Exposição: Sol pleno, meio-sol
Ciclo de vida: Perene
Cor das flores: Branca
Floração: Primavera
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domingo, 19 de novembro de 2017
Faucaria tigrina
A espécie Faucaria tigrina foi escolhida como Espécie da Semana pelo seu aspeto, algo invulgar, mas, principalmente porque se encontra em flor no mês novembro.
A minha experiência com esta espécie, ou mesmo com este género, é muito pouca. Possuo uma única planta, pequena, que ainda não consegui (nem tentei) reproduzir.
As primeiras fotografias que vi da planta chamaram-me de imediato à atenção. Não é por acaso que se chama tigrina. As suas folhas são triangulares, muito carnudas e fazem lembrar a boca de um tigre, de um crocodilo, ou de um tubarão.
O seu aspeto pode levar alguns distraídos a olharem para a planta como um cato, mas não é, pertence à grande família das Aizoaceae, juntamente com os conhecidos Lithops, a Aptenia cordifolia, a Corpuscularia lehmannii, entre muitos outros.
É originária da África do Sul, onde prospera em solos arenosos, ligeiramente ácidos. Desenvolve-se bem em pleno sol, com regas moderadas.
A floração ocorre no outono. As suas flores são amarelas, grandes, vistosas e atraem muitas abelhas. A flor abre perto do final de manhã e mantém-se aberta até ao fim do dia, fechando durante a noite.
Encontrei a planta que tenho à venda num viveiro em Vila Real. Era muito pequena e tinha três flores secas, espetadas com palitos nas suas folhas. Não resisti ao seu charme (e estava a ser torturada), comprei-a por cerca de 1,5€.
O seu crescimento é lento, mas durante o verão foi-se desenvolvendo e em setembro surgiu a primeira flor. Após essa vieram mais. Agora já é fácil encontrar os botões para as próximas flores.
A reprodução da planta faz-se por divisão da touceira, ou por sementeira, mas estou à espera que a planta se desenvolva um pouco mais, antes de proceder à sua divisão (não é fácil ver as sementes!).
Com a seleção da planta como Planta da Semana comecei a investigar um pouco mais sobre esta espécie. A planta que eu possuo pode muito bem não ser uma Faucaria tigrina. Ao longo desta semana inclinei-me mais para a classificar como Faucaria felina subsp. tuberculosa. As semelhanças entre todas as espécies do género Faucaria são imensas. Não admira que mesmo os especialistas sintam dificuldade em as classificar. O número de espécies reconhecidas tem vindo a diminuir, com junção das mesmas.
Independentemente da cor, que pode variar com mais ou menos sol (a minha passou todo o verão ao sol e continua completamente verde) noto variações na rugosidade das folhas, quer no interior, quer mo exterior. A Faucarea tigrina parece-me mais lisa e uniforme, comparada com a planta que tenho.
Embora possa parecer que todas as espécies têm as flores semelhantes a lampranthus amarelos, encontrei na internet algumas fotografias de plantas com flores brancas (Faucaria candida), não sei se fruto da interversão humana ou se existe mesmo na natureza.
Nome Científico: Faucaria tigrina
Nomes Populares: Faucária , Boca-de-tigre
Família: Aizoaceae
Categoria: Suculentas, Flores Perenes
Clima: Árido, Semi-árido (B), Subtropical, Tropical, Tropical de altitude.
Origem: África do Sul
Luminosidade: Meia-sombra, Pleno Sol.
Floração: Outono
Ciclo de vida: Perene
Fontes/ligações:
A minha experiência com esta espécie, ou mesmo com este género, é muito pouca. Possuo uma única planta, pequena, que ainda não consegui (nem tentei) reproduzir.
As primeiras fotografias que vi da planta chamaram-me de imediato à atenção. Não é por acaso que se chama tigrina. As suas folhas são triangulares, muito carnudas e fazem lembrar a boca de um tigre, de um crocodilo, ou de um tubarão.
O seu aspeto pode levar alguns distraídos a olharem para a planta como um cato, mas não é, pertence à grande família das Aizoaceae, juntamente com os conhecidos Lithops, a Aptenia cordifolia, a Corpuscularia lehmannii, entre muitos outros.
É originária da África do Sul, onde prospera em solos arenosos, ligeiramente ácidos. Desenvolve-se bem em pleno sol, com regas moderadas.
A floração ocorre no outono. As suas flores são amarelas, grandes, vistosas e atraem muitas abelhas. A flor abre perto do final de manhã e mantém-se aberta até ao fim do dia, fechando durante a noite.
Encontrei a planta que tenho à venda num viveiro em Vila Real. Era muito pequena e tinha três flores secas, espetadas com palitos nas suas folhas. Não resisti ao seu charme (e estava a ser torturada), comprei-a por cerca de 1,5€.
O seu crescimento é lento, mas durante o verão foi-se desenvolvendo e em setembro surgiu a primeira flor. Após essa vieram mais. Agora já é fácil encontrar os botões para as próximas flores.
A reprodução da planta faz-se por divisão da touceira, ou por sementeira, mas estou à espera que a planta se desenvolva um pouco mais, antes de proceder à sua divisão (não é fácil ver as sementes!).
Com a seleção da planta como Planta da Semana comecei a investigar um pouco mais sobre esta espécie. A planta que eu possuo pode muito bem não ser uma Faucaria tigrina. Ao longo desta semana inclinei-me mais para a classificar como Faucaria felina subsp. tuberculosa. As semelhanças entre todas as espécies do género Faucaria são imensas. Não admira que mesmo os especialistas sintam dificuldade em as classificar. O número de espécies reconhecidas tem vindo a diminuir, com junção das mesmas.
Independentemente da cor, que pode variar com mais ou menos sol (a minha passou todo o verão ao sol e continua completamente verde) noto variações na rugosidade das folhas, quer no interior, quer mo exterior. A Faucarea tigrina parece-me mais lisa e uniforme, comparada com a planta que tenho.
Embora possa parecer que todas as espécies têm as flores semelhantes a lampranthus amarelos, encontrei na internet algumas fotografias de plantas com flores brancas (Faucaria candida), não sei se fruto da interversão humana ou se existe mesmo na natureza.
Nome Científico: Faucaria tigrina
Nomes Populares: Faucária , Boca-de-tigre
Família: Aizoaceae
Categoria: Suculentas, Flores Perenes
Clima: Árido, Semi-árido (B), Subtropical, Tropical, Tropical de altitude.
Origem: África do Sul
Luminosidade: Meia-sombra, Pleno Sol.
Floração: Outono
Ciclo de vida: Perene
domingo, 12 de novembro de 2017
Cato-do-Natal
É frequente ouvir pessoas a chamarem cato a esta ou aquela planta, apenas por se tratar de suculentas, mas este é mesmo um cato, embora não pareça, nem no aspecto, nem no habitat, nem no tratamento que necessita.
Trata-se de um cato epífito, quer isto dizer que se utiliza de outras plantas, que lhe servem de suporte, sem delas tirar outro proveito que não seja a de apoio. Esta característica é bem conhecida de algumas orquídeas. Não tem espinhos e o seu caule é constituído por artículos, que podem ser separados para a obtenção de novas plantas.
É natural do Brasil, onde prospera numa pequena área de floresta tropical. No hemisfério sul floresce em maio, pelo que é conhecido por também por flor-de-maio.
É natural do Brasil, onde prospera numa pequena área de floresta tropical. No hemisfério sul floresce em maio, pelo que é conhecido por também por flor-de-maio.
Há género tem seis espécies, mas muitas das plantas comercializadas são obtidas a partir de quatro delas, por hibridação.
Não se trata de um habitual cacto de zonas áridas habituado ao sol intenso e à secura. Prospera melhor à sombra, ou apanhando uma pequena quantidade de sol directo. Precisa de níveis altos de humidade, com temperaturas entre os 10 graus de inverno e os 30 de verão.
É sensível às mudanças bruscas de ambiente e quando é comprado com botões florais, pode abortar a floração quando é colocado em casa (já me aconteceu). O ambiente fresco pode prolongar a floração, que se pode estender de outubro a fevereiro.
Dadas as características de que necessita, bastante diferentes da maioria dos cactos e de muitas suculentas, pode não ser boa opção partilhar o vaso com elas.
Após a floração a planta entra num período de repouso. A floração é é esgotante para a planta.
Das várias plantas que possuo, apenas uma está florida neste momento (12 de nov.2017). Oportunamente partilharei mais fotografias desta espécie.
Nome Científico: Schlumbergera truncata
Nomes Populares: Flor-de-maio, Cacto-da-páscoa, Cacto-de-natal, Flor-de-seda
Família: Cactaceae
Categoria: Cactos e Suculentas, Flores Perenes
Clima: Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: América do Sul, Brasil
Altura: 0.1 a 0.3 metros
Luminosidade: Meia Sombra
Ciclo de Vida: Perene
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