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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Algumas amostras do outono no jardim.





Algumas plantas estão prestes acabar o seu ciclo, é o caso da Houttuynia cordata 'Chameleon' e do Muguet. Outas estão no apogeu da floração, como é o caso dos crisântemos e da ajânia. As árvores de folha caduca perdem as folhas. 

A cerejeira é o caso mais flagrante, mas a nectarina, a pereira e a macieira vão seguir-lhe o exemplo. O diospireiro ainda tem bastantes frutos (é de roer), mas as folhas já estão a cair. Também o medronheiro tem frutos (e flores!).
Os citrinos também estão carregados de frutos, estou a falar da tangerineira e do limoeiro.
O azevinho está fantástico, tem mais frutos do que folhas. O mesmo acontece com vários arbustos cotoneaster, embora alguns destes não percam as folhas.
Nas suculentas são sobretudo os Orostachys que se preparam para hibernarem.
Na horta ainda se colhem algumas alfaces, tomates, pimentas, alho-francês, nabiças, acelgas e beterrabas. Os pimenteiros, tomateiros e pepineiros não têm aguentado as agruras do tempo, com muita chuva e algum frio. 
As couve de penca vão crescendo, já com as folhas já bicadas pelos pardais. As galegas recuperam energias e têm que ser presas para que o vento não as tombe. Têm todas à volta de 2 metros de altura.
Alguns bolbos já estão bem despertos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Jardim todo o ano - Novembro

O mês de novembro é um mês de outono por excelência, já não é verão, mas o inverno tarda a chegar e só agora nos últimos dias começamos a sentir realmente um fresquinho na cara de cada vez que saímos à rua.
O que carateriza mais este mês na minha horta/jardim é a limpeza. As árvores, roseiras e videiras perdem as suas folhas e eu apanho cada uma delas. Tenho colegas que têm um jardim sem árvores, tudo porque não querem a “sujeira” que o outono traz. Eu gosto das folhas mortas. Aproveito tudo o que posso. Sei que assim é matéria orgânica que vai voltar à terra para alimentar as plantas na primavera/verão.

As folhas pintadas de vermelho fazem um bonito quadro. Apesar de só ter uma árvore de cada espécie, a cerejeira decorativa (Prunus serrulata), o pessegueiro e o diospireiro competiram entre si para ver quem ficava mais bonito. Apesar dos frutos no diospireiro, acho que ganhou a Cerejeira. Pela cor e pela consistência das folhas coloridas, foram também as escolhidas para o arranjo de outono que a esposa fez com os seus alunos na escola.
No jardim não houve flores novas. As gazânias têm flores que não abrem por falta de sol. Resistem algumas dálias, bocas de lobo e rosas, que se esforçam por abrir, já com muita dificuldade.  Ao apanhar as folhas secas deparei-me com uma pequena planta com duas flores. Trata-se de planta flor-de-charuto (Cuphea ígnea) que plantei muito pequena no início da primavera e nunca mais reparei nela. É bastante curiosa. Espero que cresça, porque mal tive condições para tirar uma fotografia de tão pequena que é.
Este é o mês dos crisântemos. Não floriram a tempo para o Dia do Fiéis Defuntos e tivemos necessidade de comprar alguns. Os do jardim, só agora no final de novembro, é que estão em plena floração.
Em novembro são de destacar também as bagas de alguns arbustos: cotoneaster e azevinho. As aves já terminaram de comer as pequenas maçãs que deixei para elas na macieira, mas agora estão a comer-me as couves de penca. Não estou muito satisfeito.
A espécie que está cada vez mais bonita é a Margarida-do-Cabo (Osteospermum ecklonis). Apreciam o frio e têm cada vez mais flores. As variedades mais invulgares foram desaparecendo, mas as que restam propagam-se sozinhas por sementes. Acho que vou aproveitar algumas das plantas que nascem. Costumo fazer a propagação por estaca, no verão, mas a taxa de sucesso não é boa.
Ainda não podei as roseiras. Recolho as folhas que caiem e aprecio as poucas rosas que vão resistindo.
Na horta o frio dos últimos dias do mês veio acabar de repente com algumas culturas que ainda resistiam. Ainda tenho tomates, mas as plantas não aguentam mais o frio. Os pimenteiros e as malaguetas também se foram abaixo de repente. Já estava à espera, mas não tive coragem de arrancar as plantas ainda com frutos. Mantenho cenouras e alho francês.
Também fiz uma limpeza nas ervas aromáticas. Por norma, quando tenho em excesso, dou, mas desta vez já não estavam com o melhor aspeto e lá tive de cortar salva, hortelã e cidreira para a compostagem. Já tenho muita seca e como há sempre verde, não se gasta.
Ainda não colhi os diospiros. A planta já não tem folhas, mas os frutos ficam bonitos na árvore despida. Tenho andado a comer alguns que me deram e logo que terminem apanharei os meus. Já estão doces, bem sei, já provei.
A tangerineira já tem os frutos bem coloridos. Já comi uma tangerina. Apesar de já estarem docinhas, vou deixá-las mais algum tempo. É a primeira produção!
Novembro é o meu pior mês, no que toca às suculentas. Já sei que a maioria não aguentaria o inverno se as deixasse sem proteção. Fui adaptando a churrasqueira para as proteger, mas à medida que foram aumentando o espaço não é suficiente. É doloroso escolher quias é que vão passar dezembro/ janeiro protegidas e quais vão ter que suportar as baixas temperaturas que se vão fazer sentir.
Já ouvi milhares de pessoas a dizerem que deixam as suas suculentas ao tempo, que não protegem nada! Mas também já ouvi muitas a dizerem, perdi quase tudo, vou ter que começar de novo, vou desistir. Eu gosto mesmo de cada uma das minhas plantas e faço tudo o que posso apara que elas não morram.
A solução que muitas pessoas adotam é a manta-térmica. Decidi meter na churrasqueira todas as plantas possíveis e tentar proteger mais algumas com a manta-térmica. Comprei 20 metros, que rapidamente gastei! Foi difícil juntar as plantas de forma a cobrir o maior número possível. Tem feito muito frio e muito vento, o que me dificultou a tarefa. Na primeira noite a manta-térmica rasgou-se em vários locais. Houve vasos tombados e plantas partidas. Não foi animador. Só ainda passaram dois dias. Vamos esperar, para mais tarde fazer um balanço.
Ao mudar os vasos verifiquei que algumas plantas já tinham marcas do frio, principalmente os Kalanchoe. São muito sensíveis. Nos Sedum, Crassula, e Echeveria não notei nada.  As minhas suculentas estão muito bonitas. Este ano tive um contratempo, uma grande queda de ganizo. Levaram todo o verão a recuperar, mas agora estão bem. Espero que aguentem o inverno, quer o frio, quer a pouca luz que vão ter.
Novembro é o um mês bom para os Aeonium. Tive algumas baixas durante o verão, mas as rosáceas que plantei estão agora bonitas, já formaram uma planta. Tenho andado a multiplicar as Greenovia. Algumas já estão com raízes e a cresceram, mas quase todos os dias faço novas plantações. São das minhas plantas preferidas.
Alguns do Schlumbergera truncata (cato-do-Natal) já floriram. É uma alegria de cor. Primeiros os vermelhos, depois os brancos e estão quase a abrir os fúcsia. Tenho outras plantas que só abrirão lá para janeiro. Não se percebe bem porquê. Tenho mesmo um vaso em que metade já floriu e a outra metade vai florir em janeiro!
Comprei alguns bolbos para reforçar os que já tinha; Ornithogalum dubium (amarelo e laranja), algumas tulipas e gladíolos pequenos. Os gladíolos crescem todos os anos. Tenho muitos bolbos para plantar, apesar de já não saber onde os plantar.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Novembro chegou

Novembro chegou e com ele vieram as primeiras chuvas, muito desejadas, que provocaram nas plantas e nos animais alterações significativas.
O verão, que se prolongou pelo outono, e que ainda se continua a mostrar, teve um grande impacto no jardim na horta.
As plantas que mais apreciaram o tempo quente foram as plantas suculentas. A maioria delas cresceu muito, reproduziu-se, com as técnicas que fui aplicando e floriu, embora em grande parte delas não é na flor que está a beleza. O calor tardio provocou florações esporádicas nalguns catos que tradicionalmente florescem na primavera. As elevadas echeverias  também não pararam de florir. As “Black Prince” ainda não têm as suas flores completamente abertas.
A flor-de-maio, imagine-se, entrou em floração. Não, não foi anomalia do clima. A planta recebe o nome por causa da época de floração no Brasil, em Portugal ela chama-se flor-de-outubro. Dos vários vasos do jardim, apenas um tem as flores completamente abertas, mas vão abrir até ao fim do mês.
Com as noites frias a chegar começo a preocupar-me com a proteção das suculentas no inverno. São centenas de vasos que é necessário proteger da geada e ainda não sei bem o que fazer. O pior não são os vasos… são algumas suculentas do jardim e das floreiras que sei de antemão que não vão suportar o inverno. Arranco-as?
O Golias (cachorro) anda com apetite para as suculentas e algumas foram colocadas em lugares altos onde ele não consegue chegar.
Alegria chegou a churrasqueira. O travesso (canária x pintassilgo) voltou a cantar. Só ele já faz a festa quando solta o seu afinado canto! Mas também os canários já cantam na plenitude. A época da muda da pena terminou e mesmo os canários jovens já cantam mais de que os seus pulmões permitem. Não faltam folhas de couve na horta para os animar.
Também na proteção da churrasqueira floriram os cyclamens. As condições têm sido favoráveis. As costelas-de -Adão também têm crescido bem. Os calanchoes parecem couves tronchudas!  Com exceção de dois comprados recentemente, nenhum floriu. São quase meia dezena de plantas, grandes, que vou ter de proteger do frio.
No jardim principal as flores são cada vez menos. As petúnias quase acabaram, restam algumas dálias e verbenas. Um belo crisântemo veio dar um toque de cor e lembrar que é novembro, mês de finados.
Há no jardim meia dúzia de crisântemos mas só um cresceu bem. Estou a apostar neles porque me parece que resistem bem ao sol pleno e ao calor que as paredes irradiam. Outras plantas têm tido dificuldade neste local.

Por todo lado nascem pequenas plantulas que as chuvas vieram despertar. Há que deixá-las crescer um pouco para fazer a triagem das ervas daninhas. Apenas os amores-perfeitos são perfeitamente identificáveis, mas,  cá para mim,  deve haver verbenas, gazânias, esporas e, quem sabe,  equinácias naquela confusão de pequenas plantas.
Os bolos de outono já estão na terra. As frésias e os exparáxis já cresceram bastante, mas os seus bolos ficaram permanentemente no jardim. Há mais uma ou duas espécies de bobos que brotou, mas que ainda não identifiquei. As açucenas também se mostraram.
No canteiro do passeio as begónias estão a morrer. O colorido é dado por perpétuas que ainda não pararam de florir e artemísia.
Há um lisanto (fantástico) florido e uma prímula. É neste canteiro que nascem a maior parte dos amores-perfeitos. No canteiro destinado aos arbustos (Canteiro dos Arbustos) as novidades são poucas. A maior foi ver a beladona a rebentar, depois de ter passado todo o setembro à espera de uma flor, que não chegou. O alecrim florido tem a companhia das últimas petúnias, rosas e verbenas. Destaca-se pelo crescimento a oliveira e o jasmim, que já percorreu metade do arco metálico que o suporta. Duas zínias, transplantadas tardiamente para aqui, estão muito bonitas. As calêndulas e as alfazemas foram cortadas. Estão com a folhagem bonita e prometem flores.
As estacas de roseiras estão a mostrar as últimas flores. A taxa de sucesso foi elevada e foram identificadas algumas estacas que produzem flores muito bonitas e perfeitas. Ainda não sei o que fazer com mais de 50 roseiras que surgiram nas estacas. As árvores de fruto não gostaram do verão seco e longo. Só o pessegueiro se desenvolveu bem e deu alguns frutos. O facto de ter o solo todo ocupado com outras culturas hortícolas também pode ter contribuído para o fraco desenvolvimento das árvores.
É na horta que estão a maioria das dálias e crisântemos. As dálias foram a alegria da casa durante meses, mas estão a terminar. Os crisântemos foram desbastados porque as suas flores foram usadas para compor os jazigos dos ante queridos. Restam em flor alguns copos-de-leite, a que costumo chamar jarros. Na horta estão a produzir bem os pimenteiros, beringelas, piripíri e alguns tomateiros (plantados mais tarde).
As couves (brócolos, tronchuda, galega e lombarda) estão bonitas, grandes, mas atrasadas em relação ao ano anterior. Ainda há alguns feijoeiros, mas, este ano esta cultura foi um desastre. Tem sido uma luta constante a perseguição a piolhos e lagartas, sem o recurso a químicos.
A produção de nabiças tem corrido bem (apenas possível com regas constantes). Já fiz a sementeira por duas vezes e estou prestes a fazer a terceira. Semeio sempre à volta de 6m2 de terreno. Têm nascido bem e são consumidas com regularidade (mesmo sem alheiras). Há algumas acelgas já bonitas à espera de serem utilizadas. Vai ser a primeira experiência com esta planta.
As ervas aromáticas estão bonitas. Após um corte, a hortelã, a cidreira, a salva e a hortelã-pimenta estão cheias de folhas novas, tenras, e saborosas. Cortei as hastes florais do manjericão, não sei se vai manter. Arranquei o tomilho, ma já transplantei duas ou três plantas novas que nasceram espontaneamente, para o substituir.
Nas plantas de interior não há grandes alterações. Algumas orquídeas continuam à procura do seu espaço.
A peperómia está a crescer bem no local que a ficus rejeitou. Em termos de novas aquisições as compras foram poucas: dois catos e uma hebe (Hebe topiaria), todos ainda muito pequenos. No dia 1 de novembro numa deslocação a Brunhoso vim de lá carregado de estacas, plantas jovens e sementes. Não é altura ideal para fazer novas apostas, mas tudo foi colocado no jardim e cuidado com carinho. Se tiver sucesso delas darei conhecimento, no contrário, voltarei a tentar lá para o início da primavera.